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Micose de pele é fungo na camada de fora: escama, dobra, pé, unha ou uma mancha que clareia no sol. Coça em parte dos casos. Em outros, a pessoa só nota a mancha. Não é “imunidade baixa” como explicação automática, e não é a mesma doença de uma infecção bacteriana que incha e dói.
A técnica do raspado, o que o microscópio vê e o que a cultura demora estão em exames micológicos. Aqui é a doença. Bactéria e vírus estão em infecções de pele.
Onde o fungo se instala
Na pele lisa, a tinea corporis desenha uma placa anular: borda ativa, mais vermelha ou com vesícula miúda, e centro mais calmo. Pode haver uma ou várias. Coceira varia. No virilha, a tinea cruris fica na dobra, com borda nítida, e poupa em geral o escroto, o que ajuda a separar de outras dermatites da região.
No pé, a forma entre os dedos deixa a pele branca, úmida e fissurada. Outra forma é seca, em mocassim, na planta. As duas coçam ou ardem, e as duas se confundem com eczema. Unha espessa, amarelada, esfarelando, pode ser fungo e pode não ser. Psoríase, trauma e envelhecimento da unha imitam. Tratar unha por meses sem confirmação é o caminho que este texto evita. A confirmação é o exame, não o olhar à distância.
A pitiríase versicolor, muito comum no tronco de quem sua, deixa manchas claras ou marrons, com descamação fina quando se estica a pele. Não é vitiligo: a borda não é tão nítida e a escama aparece. O contraste aumenta depois do sol, porque a mancha não bronzeia igual. O texto de vitiligo existe para a falta de pigmento sem essa escama.
Cândida prefere dobra úmida: abaixo da mama, virilha, fralda, canto da boca. A placa é vermelha, úmida, e costuma ter satélites, pontinhos ao redor. Não é a mesma tinea da borda seca. Obesidade, fralda e umidade mantêm. Não se resolve só com talco se a infecção já está instalada, e o talco também não substitui o diagnóstico.
O que confunde e o que o corticoide faz
Eczema e psoríase descamam e podem sentar nas mesmas dobras. A borda da micose costuma ser mais ativa do que o centro. A placa da psoríase é mais espessa e estável. A história de pomada corta o nó: corticoide em cima de fungo acalma a vermelhidão por dias e, por baixo, o fungo ocupa uma área maior, com a borda apagada. Chama-se tinea incógnita. A pessoa acha que “melhorou e voltou pior”. É um motivo clássico para a consulta, não para repetir a mesma bisnaga.
No couro cabeludo, uma área circular sem cabelo em adulto ou criança pode ser tinha, e pode ser alopecia areata. A areata não descama e o fio sai sem a escama da borda. A tinha do couro, sobretudo em criança, pode deixar pontos pretos ou placa inflamada. Este artigo não reescreve a queda de cabelo. Se a queixa principal é falha no couro, o caminho da clínica é tricologia. Se há escama e borda, o exame micológico entra antes de chamar de areata.
Contágio, com a medida certa
Fungo de pele pode passar por contato e por objeto úmido: toalha, chinelo, tatame. Não passa pelo ar. Nem toda placa anular da casa é a mesma micose, e isolar a pessoa do convívio por uma mancha no braço é exagero. Pé e unha pedem mais cuidado com o que se divide molhado. Animal de estimação com área sem pelo entra na história quando a placa da pessoa não fecha: o gato pode ser a fonte, e tratar só a pessoa reinfecta.
O que a consulta confirma
Unha, barba, casa e o pé de quem tem diabetes
Unha doente leva outra conversa que a placa da pele. A pele pode organizar em semanas. A unha cresce devagar, e um tratamento, quando indicado, acompanha esse crescimento. Começar antifúngico de unha porque a ponta amarelou, sem raspado, prende a pessoa a meses de remédio para uma unha que era psoríase, trauma ou esmalte. O exame micológico existe antes dessa decisão, não depois de ela falhar.
Na barba, a tinha inflama o pelo, deixa nódulo e área sem fio, e não é a foliculite bacteriana de quem se depila. Apertar e passar antibiótico de gaveta atrasam. Pelo quebrado na borda é material de exame, não de pinça em casa.
Em casa, toalha, chinelo e tapete de banheiro úmidos mantêm o pé reinfectando. Lavar o que é de tecido e não dividir o que fica molhado reduz a volta. Isolar quem tem uma placa no braço, sem lesão no pé, é desproporcional. Animal com falha de pelo entra na história quando a placa da pessoa não fecha: tratar só um dos dois reinfecta.
Quem tem diabetes e uma fissura entre os dedos não trata isso como “frieira sem importância”. A porta aberta na pele do pé é a mesma porta da infecção bacteriana que sobe pela perna, descrita em infecções de pele. A consulta olha o pé inteiro, não só a coceira.
Criança com placa no couro cabeludo não é “caspa que vai passar”. Pode ser tinha, e a escola pergunta contágio. A resposta honesta depende do exame: micose de couro pede cuidado com o que se compartilha, e não é motivo para excluir a criança sem orientação. Alopecia areata, de novo, não é essa placa. Se não há escama nem pelo quebrado, o texto certo é outro.
O dermatologista olha a borda, a dobra, a unha e o couro, pergunta o que já foi passado e decide se o exame direto entra naquele dia. Cultura não é de toda escama. Biópsia quase nunca é o primeiro passo de uma micose típica. Entra quando a placa não se comporta como fungo. Pomada de corticoide suspensa antes do exame, quando a consulta pede, evita o falso negativo da tinea incógnita. O prazo dessa pausa é individual.
No Instituto Venanzi, em Campo Mourão, o Dr. Maycon Francis de Souza (CRM/PR 38901, RQE 36417) faz essa separação. A página de dermatologia reúne o contexto.
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Perguntas frequentes
O que é micose de pele?
É a infecção da pele, do pelo ou da unha por fungo. Os grupos mais comentados são os dermatófitos, a cândida nas dobras e a pitiríase versicolor no tronco. O nome certo depende do lugar e do exame.
Micose pega?
Várias micoses de pele passam por contato direto ou por superfície úmida, como chão de vestiário. Nem toda mancha clara é transmissível do mesmo jeito. O tipo define o cuidado, e isso se diz na consulta, não numa regra única.
Como a lesão costuma aparecer?
No corpo, uma placa anular com borda mais vermelha e centro mais calmo é um desenho clássico. No pé, descamação entre os dedos ou na planta. Na unha, espessamento e cor alterada. No tronco, manchas finas, claras ou marrons, que descamam pouco.
Este texto ensina o exame de fungo?
Não. Raspado, exame direto e cultura estão na página de exames micológicos. Aqui está a doença.
Falha redonda no couro é esta micose?
Pode ser tinha do couro, e pode ser alopecia areata ou outra falha. Esse diagnóstico diferencial está no artigo de alopecia areata. Este texto não reescreve a tricologia.
Pomada de farmácia resolve?
Algumas micoses superficiais respondem a antifúngico tópico. Unha, couro, área extensa, diabetes ou lesão que não melhora não devem ser tratados no escuro por semanas. Bactéria e eczema pioram se receberem o creme errado.

