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O PRP capilar — plasma rico em plaquetas — é uma aplicação no couro cabeludo feita com o plasma do próprio paciente, depois de as plaquetas serem concentradas. As plaquetas carregam fatores de crescimento. A hipótese clínica é usar esse concentrado como estímulo adjuvante em folículos que ainda existem.
Não é diagnóstico. Não é transplante. Não é nanofat, que parte da gordura, nem intradermoterapia, que injeta uma solução preparada. Cada técnica da tricologia tem material e pergunta diferentes.
O que é o plasma rico em plaquetas no couro cabeludo
O procedimento começa com uma coleta de sangue do próprio paciente. O tubo segue para centrifugação, que separa uma fração mais rica em plaquetas. Essa fração é aplicada no couro com agulhas finas, em pontos definidos pela área de rarefação — não no rosto, não como preenchimento.
O produto é autólogo: vem da mesma pessoa que o recebe. Isso reduz a conversa sobre rejeição de material de doador, mas não elimina desconforto da coleta, da injeção, nem a variabilidade do quanto aquele plasma vai influenciar o fio.
Protocolos de volume, número de pontos e intervalo entre sessões diferem. Publicar uma receita única seria fingir uma padronização que a consulta não tem. O que se pode dizer é a lógica: mais de uma sessão costuma ser necessária para sequer avaliar resposta, e a leitura dessa resposta leva meses, não dias.
De onde vem o material e o que a aplicação faz
A plaqueta, ao ser ativada, libera um conjunto de proteínas que participam de reparo tecidual. No couro, a aposta é que esse sinal local favoreça folículos miniaturizados ou em desaceleração, como complemento — não como correção da causa. Se a causa é deficiência, medicamento, eflúvio com gatilho ativo ou inflamação cicatricial, o plasma não remove o gatilho.
A aplicação arde. Equimose pequena e sensibilidade por um ou dois dias são efeitos locais esperáveis. Febre, edema desproporcional ou dor crescente não são o curso comum e pedem contato com a equipe. Infecção no ponto de injeção é incomum e possível, como em qualquer punção da pele.
Quem tem alteração de coagulação, infecção ativa no couro ou baixa de plaquetas precisa informar isso antes da coleta. Há situações em que o procedimento é adiado ou descartado.
Em que tipo de quadro ele costuma ser discutido
A literatura mais citada envolve alopecia não cicatricial, em especial a androgenética, e quase sempre associada ao plano clínico, não no lugar dele. A página da alopecia androgenética explica a doença. Esta explica só o plasma. O protocolo de queda é onde a medicação, se indicada, fica decidida.
Eflúvio agudo com gatilho já passado muitas vezes melhora pelo próprio ciclo; indicar plasma para “aproveitar” essa recuperação confunde história natural com efeito do procedimento.
Na alopecia frontal fibrosante e no lúpus do couro em atividade, a prioridade é frear a inflamação que destrói o folículo. PRP não é esse tratamento. Na areata, o mecanismo é imune e localizado; plasma não é a conduta que define o fechamento da placa.
O que o PRP não é
Não é transplante. Nenhuma unidade folicular muda de lugar. Densidade cirúrgica, área doadora e técnica FUE estão em transplante capilar e em quando é indicado.
Não é nanofat. Não há coleta de gordura. Quem comparar os dois precisa ler as duas páginas, não fundi-las num “regenerativo” só.
Não é uma fórmula pronta de vitaminas. Isso seria intradermoterapia, com solução manipulada, assunto de outra página.
Não é exame. A coleta serve para preparar o plasma, não para dosar ferro, tireoide ou hormônio.
Variabilidade e limites
Há ensaios com ganho modesto de densidade ou de calibre e ensaios em que a diferença clínica é pequena. Técnica de preparo, diagnóstico, tempo de doença e tratamentos concomitantes explicam parte dessa dispersão. Ninguém consegue, antes da primeira sessão, apontar em que grupo a pessoa vai cair.
No Instituto Venanzi, em Campo Mourão, o PRP entra depois que o diagnóstico está posto e a pessoa entendeu que se trata de um adjuvante, com resposta variável, e não de uma reposição de cabelo.
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Perguntas frequentes
PRP capilar usa sangue de doador?
Não. O material é do próprio paciente: uma coleta de sangue, processamento para concentrar plaquetas e aplicação do plasma no couro. Não é transfusão de outra pessoa.
PRP é nanofat?
Não. O PRP vem do sangue. O nanofat vem de gordura processada. São produtos autólogos diferentes, com páginas separadas, e a indicação de um não vale automaticamente para o outro.
PRP é transplante de cabelo?
Não. O PRP não move unidades foliculares de uma área para outra. Quem quer entender a cirurgia lê a página do transplante capilar. Quem quer entender o plasma lê esta.
Funciona em qualquer tipo de queda?
Não. A discussão mais coerente é em alopecia não cicatricial, com folículo ainda presente, e em geral como complemento de um plano já definido. Doença cicatricial ativa não se trata com plasma.
O resultado é igual para todo mundo?
Não. Calibre do fio, tempo de queda, diagnóstico e o restante do tratamento mudam o que se observa. Há resposta modesta em parte dos casos e ausência de mudança relevante em outros.

